"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando... E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?",
Só que virtualmente... O mundo ta perdendo contato, individualizado-se com uma idéia genérica de entretenimento em detrimento da proximidade e da agregação. Os sinais disso vão ser guerras espirituais e armas de destruição emocional, que de fato já existem. A guerra do eu, a guerra do ego, a guerra inútil de entender. “A Dúvida é o preço que pagamos pela pureza e é inútil ter certeza.” As armas? Orkut, MSN, ICQ... Cara vai olhar o céu e sentir calor com alguém conversando contigo sobre como Imperatriz rodopia e gira com o álcool certo!
Dentro do cenário da contra-cultura em Imperatriz vivemos, ah alguns anos atrás, momentos excitantes nos tempos em que a juventude era mais ambiciosa por fazer as coisas acontecerem dentro das diversas vertentes que o cenário proporcionava, respeitando essas vertentes e elas interagindo entre si. Esse tempo se foi e de uns anos pra cá passamos a conviver com uma espécie de monotonia do "Metal Extremo". Não que eu esteja julgando esse movimento, mas particularmente me via cansado de sempre ter que pegar um flyer do Metal Chaos e tentar entender o nome da banda que parecem que usam a pior fonte pra você não entender mesmo. Não falo por quem realiza os eventos, mas pelos "molequim" que além de pagar o papel ridículo de ficar chupando ovo dos "Dinossauros" do metal da Imperoza ainda fazem papel de "frito de rave" não dando a mínima pro som, se ele estiver bem alto está ótimo. Falo também por aqueles caras de quase trinta anos que não bebem, não fumam e devem "fuder mal", pois ao ver qualquer banda nova dessa molecada (a mesma molecada que paga pau pra eles) escarneiam com uma ironia que usam para parecerem superiores...
Sábado estive na Com Vento e pude me deparar com uma faísca de esperança. Escutamos um som que ao mesmo tempo em que trazia sensação de nostalgia de um tempo que nem chegamos a viver trazia também o prelúdio do que está por vir. Esperamos ansiosos para que a Vibe não morra e para que voltemos a ter um cenário eclético e freedom livre.
Enquanto os meninos do COC jogam futebol americano no intervalo da escola a garotada do Assentamento São Pedro em São João do Paraíso se diverte de verdade...